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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Funcionários de empresa de transporte urbano paralisam atividades na Grande Florianópolis

Motoristas e cobradores da Estrela não deixaram garagem na manhã desta sexta-feira

Funcionários da empresa de transporte Estrela, responsável pelas principais linhas do transporte urbano entre a Ilha de Santa Catarina e o Continente, em Florianópolis, paralisaram as atividades às 5h desta sexta-feira, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano na Grande Florianópolis (Sintraturb).

Eles protestam contra a aplicação de multas a ônibus que ficam estacionados por muito tempo no Terminal de Intregação do Centro (Ticen), em Florianópolis, e a demissão de um colega de trabalho.

O conselheiro fiscal Ederson Borba, eleito em assembleia da categoria, teria sido demitido há cerca de três semanas

Segundo Antônio Carlos Martins, secretário de comunicação do Sintraturb, pelo menos 120 ônibus deixaram de circular no início da manhã. Os veículos ficaram na garagem da empresa, em Capoeiras, na parte continental da capital, onde os cerca de 200 motoristas e cobradores estão mobilizados.

Eles aguardam um posicionamento da empresa sobre as reclamações e pedem a reintegração do colega demitido.

Até o começo da manhã, os ônibus das demais empresas que operam na região estariam circulando normalmente, conforme o sindicalista.

Não há previsão da parada de funcionários das demais empresas do transporte coletivo.

Na quinta, o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Florianópolis (Setuf), Waldir Gomes da Silva, disse que considerava a possível paralisação dos funcionários um absurdo.

Ele não reconhece as reivindicações da categoria, já que, segundo Silva, a prefeitura teria informado ao Sintraturb, em reunião na quinta, que não seriam aplicadas multas ao ônibus que ficarem parados por mais de 15 minutos no terminal enquanto o estacionamento não for regulamentado.

O presidente afirma ainda que os trabalhadores também têm se queixado de que algumas empresas estão descumprindo uma cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho, que prevê contratações com carga horária de três horas.

Sobre a demissão do funcionário, Silva defende que a empresa estava no seu direito, uma vez que o cargo de conselheiro fiscal não garante a estabilidade. A última paralisação no transporte urbano da região aconteceu no dia 2 de novembro de 2009.

Linhas prejudicadas

Além de operar linhas entre a parte insular e continental de Florianópolis, a Estrela também faz a ligação rodoviária entre a Capital e São José e entre bairros do município vizinho.

Fonte: Diário Catarinense

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