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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ações arbitrárias para tentar acabar com a greve dos Rodoviários em BH são uma vergonha

Não bastasse a violência policial e o jogo sujo das empresas, a Justiça do Trabalho mineira bloqueou R$ 2 milhões das contas de três sindicatos dos trabalhadores rodoviários da Grande BH na tentativa de frear o movimento grevista. O pagamento da multa, determinada na noite de segunda-feira pelo desembargador Caio Vieira de Mello, começou a ser contada desde o primeiro dia de greve. O magistrado estipulou a suspensão do movimento e, no caso de descumprimento, o valor de R$ 300 mil de multa diária.

Além das punições financeiras, a Justiça resolveu apreender carros das entidades, em uma ação descabida e arbitrária, que pega a todos de surpresa.

Pelo jeito, o desembargador deu com os burros n’água e já começa a voltar atrás de sua decisão vergonhosa. Achou que ao aplicar uma multa astronômica iria conseguir acabar com a greve, mas a união dos trabalhadores permanece e o movimento se mantém irredutível.

Mesmo diante do ataque da (in)Justiça, os rodoviários continuam firmes na paralisação e acabam de aprovar em assembléia na noite de ontem (23) a manutenção da greve (veja o boletim do STTRBH abaixo).

Atos como o do Desembargador Caio Vieira de Melo expõe como os nossos juízes estão cada dia mais tendenciosos e propensos à defesa do Capital. Esse tal de “interdito proibitório” tem que acabar, pois a greve é um direito legítimo dos trabalhadores de lutar contra a exploração, por melhores salários e por melhores condições de trabalho.

Se todos os trabalhadores tivessem salário de desembargador, ninguém precisaria entrar em greve.

Fonte: FETROPAR

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